27/03/2017 às 09h17min - Atualizada em 27/03/2017 às 09h17min

Novos presidenciáveis devem surgir em 2018

Há cerca de um ano e meio das eleições presidenciais, a mídia já está dando destaque aos possíveis candidatos ao Palácio do Planalto. Além dos tradicionais nomes, o próximo pleito deverá contar com concorrentes novos. As definições de coligações e apoios ainda são difíceis de afirmar, em razão do longo lapso temporal que se verifica, mas os partidos interessados em disputar a chefia do Executivo já estão alinhando suas estratégias.
Diferentemente das demais gestões, Michel Temer (PMDB) não parece estar agindo para beneficiar um ou outro candidato. Geralmente, busca-se a eleição do sucessor, evidenciando o seu nome, inclusive, por meio de ações governamentais – embora isso não seja socialmente moral. Por isso, resta a dúvida sobre a posição a ser adotada pelo atual mandatário em relação ao pleito que se avizinha.
Todavia, uma coisa tende a ser certa: o PT deverá concorrer à presidência. Até o momento, o nome do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva aparece nas pesquisas e nas manifestações de lideranças partidárias. A curiosidade é saber a receptividade que ele terá nas urnas ou, antes disso, do povo, principalmente pelo desgaste político de seu nome resultante das investigações da Operação Lava Jato. No entanto, nas pesquisas atuais, ele aparece na frente.
Figuram na lista de possíveis concorrentes, também, os dois últimos candidatos da oposição, quais sejam: Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (Rede). Eles ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugares na eleição de 2014, quando Dilma Rousseff (PT) foi reeleita em segundo turno com pequena margem de votos. No segundo turno, aliás, Marina Silva apoiou Aécio Neves, mas a união de forças não foi suficiente para retirar, então, o PT do poder.
Todavia, o PSDB, atualmente, encontra-se em um dilema para definir o seu candidato ao Palácio do Planalto. Três nomes aparecem na lista dos pretensos concorrentes. Além de Aécio Neves, as pesquisam indicam Geraldo Alckmin e João Doria Junior. Alckmin disputou a presidência em 2006, mas foi derrotado por Lula, que venceu para o seu segundo mandato à frente do Executivo. Hoje, exerce o cargo de governador de São Paulo.
Já Doria, a grande revelação do pleito eleitoral de 2016, é o atual prefeito de São Paulo. Com uma visão empreendedora da gestão pública, ele tem ganhado fãs em todo o País. A política voltada ao fortalecimento da iniciativa privada, mas ao mesmo tempo direcionada para as famílias carentes, inclusive com ações bastante populistas, tem levado seu nome a uma crescente expressiva, sendo cogitado, ainda nos primeiros meses de governo, como um possível candidato ao Executivo Federal.
Ademais, com um ar de extremo conservadorismo e, talvez, totalitarismo, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) também é apresentado como possível postulante à presidência da República. Filiado, por vezes, aos ideais da ditadura militar, com semelhanças à política adotada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ele conta com dois polos de sua fama: opositores ferrenhos à sua proposta de governo e fãs incondicionais de seu trabalho.
Em suma, verifica-se que, além dos já tradicionais candidatos, a eleição de 2018 deverá contar com novos protagonistas. Indubitavelmente, é uma necessidade democrática o poder respirar novos ares, mas é importante, como sempre, que a sociedade não se vislumbre com salvadores da Pátria, e sim reflita acerca de propostas concretas, sem demagogias. Mas, felizmente, ainda há um bom tempo para se analisar e se formar a conjuntura eleitoral que se aproxima.
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