06/01/2017 às 08h35min - Atualizada em 06/01/2017 às 08h35min

Esperança, trabalho e austeridade

O Brasil deu início a um tempo de esperança com a posse dos novos mandatários no dia 1º de janeiro. Milhares de políticos, eleitos em 2 de outubro, assumiram os seus cargos e a responsabilidade de retomar a confiança dos cidadãos, bastante desgastada em razão dos sistemáticos acontecimentos envolvendo os nobres homens públicos. A expectativa também funda-se na atuação dos gestores frente à crise que ainda assola o País e às finanças dos municípios em decorrência da falta de repasses.
Na área de abrangência da 86ª Zona Eleitoral, apenas em Bom Progresso houve a transmissão do Poder Executivo para a chapa contrária em virtude da vitória de Armindo Heinle (PP). Em Esperança do Sul e Tiradentes do Sul, foram eleitos os sucessores da situação, respectivamente, com Moisés Ledur (PMDB) e Alceu Diel (PSDB). Já em Três Passos, embora não tivesse sido oficialmente eleito prefeito em 2012, José Carlos Amaral (PTB) foi empossado para o segundo mandato como chefe do Executivo.
Em âmbito nacional, o principal ponto abordado nos discursos refere-se à necessidade de conter gastos. Redução no número de cargos de confiança, fusão de secretarias e adoção do turno único foram algumas medidas tomadas em determinados municípios para enfrentar a crise. Há casos, no entanto, em que já se verifica o parcelamento de salários dos servidores e atraso no pagamento de fornecedores. A austeridade deve nortear as administrações públicas, sob o risco de agravar as contas públicas e os serviços essenciais à população.
Salienta-se, contudo, que a incumbência de gerir os cortes e investimentos não é somente do prefeito, vice e equipe de secretários. Compete aos vereadores, como legisladores e fiscalizadores das ações do Executivo, apontar sugestões e cobrar explicações das medidas tomadas pela Administração Municipal. Oposição e situação não devem, pois, formar duelos de vaidades com vista a prestígios políticos pessoais ou partidários, mas, sim, com foco na premissa básica do agente público: o bem da coletividade.
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