23/06/2017 às 09h45min - Atualizada em 23/06/2017 às 09h45min

Triste!

Poemas dizem que a gente pode entristecer-se. Por motivos vários ou por nenhum motivo.
            Aparente ou não.
            É engraçado como a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo.
            Pode advir de uma palavra, um gesto. Mas ela sempre aparece.
            É uma arte estarmos prontos para recebê-la. A tristeza.
            Existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
            Não! Não é confuso. É um alento.
            Olhe! Para cima, para baixo, para os lados.
            Estamos vivendo num espaço em que pessoas são impessoais.
            Matam em briga de trânsito.
            Por um boné.
            Ou apenas por diversão ou por nada!
            Além disso, no real estão mesmo é sem reais. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura.
            Os que possuem um amor desconfiam da luz e da sombra. Tá bom, nem todos.
            Tem gente que corre pra caramba.
            Escravos do relógio. Não conseguem mais ficar deitado numa rede.
            Nem ler um livro. Jogar xadrez. Ver um filme. Ouvir música.
            Há tanta coisa para fazer que resta, talvez, muito pouco tempo para sentir. Talvez!
            Talvez, por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, entusiasmo. Uma coisa tri.
            Às vezes bate uma melancolia.
            Sentir é um verbo que se conjuga para dentro.
            Fazer é conjugar para fora.
            Sentir alimenta, sentir ensina. Aquieta.
            Fazer é barulhento.
            Sentir é um retiro.
            Fazer é festa.
            O sentir não pode ser escutado, é silêncio.
            Sentir e fazer. Necessários.
            O fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições, sucessos, realizações.
            E parece que sentir não serve para subir.
            O cara triste é evitado. Não entra no mundo da propaganda dos cremes dentais.
            Desconhece carnavais.
            Tristeza parece praga. Contagia.
            Um estacionamento proibido.
            É! Tristeza não faz bem para a saúde, mas a introspecção é um recuo, um avanço providencial.
            Quando silenciamos é quando melhor conversamos com nossos nós mesmos, com nossos botões, ou será pensamentos?
            Quantas vezes estive assim. Quantas vezes conversei comigo. Só eu e eu.
            Quantos papos. Luz. Sinais. Lições.
            Tristeza? Ela acaba saindo. Sempre!
            Espaço ocupado por alegria nova. Revitalizada.
            Um novo dia.. um dia novo.
            Triste?
            Triste é não sentir nada!
 
&&&
 
Um abraço para o meu amigo Honorino Libardoni. Parceiro.
Vizinho de rua. Vizinho de casa. 
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