08/10/2020 às 10h40min - Atualizada em 08/10/2020 às 10h40min

Polícia indicia mulher que aplicou silicone industrial e causou morte de jovem no RS

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A Polícia Civil de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, indiciou uma mulher pela morte de Mélani Daniely de Aguiar Maia, de 20 anos. A suspeita teria aplicado silicone industrial na vítima, causando disfunção dos órgãos, no final de agosto.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Ana Luisa Aita Pippi, o indiciamento foi feito na sexta-feira (2) e o processo, que tem 250 páginas, deve ser encaminhado à Justiça até a próxima sexta (9).
Em depoimento à polícia, a suspeita admitiu ter aplicado o produto na vítima. Com ela, foram apreendidas injeções e um celular. As investigações apontaram que a mulher cobrava de R$ 2 mil a R$ 3 mil pelo trabalho, além do deslocamento e do produto. O material aplicado seria comprado na internet.
De acordo com a polícia, a vítima, natural de Santa Maria, teria entrado em contato com a suspeita, conhecida como "Bombadeira" em uma passagem por Santa Cruz do Sul, no dia 27 de agosto.
Após a aplicação do silicone, a transexual teria passado mal e foi levada ao Hospital Santa Cruz, onde morreu no dia 31 de agosto. Segundo a perícia, a causa da morte foi disfunção de múltiplos órgãos, em decorrência do produto ter se espalhado pelo corpo.
A família de Mélani registrou ocorrência na polícia, quando o caso começou a ser investigado. Segundo a delegada, foi possível chegar à suspeita através de mensagens armazenadas no celular da vítima.
Bombadeira é moradora de Caxias do Sul, na Serra, mas segundo a polícia, pelo menos mais uma pessoa de Santa Cruz do Sul teria recebido as aplicações do produto ilegal feitas pela mulher.
"A gente sabe que ela vinha fazendo isso há quatro anos, ou um pouco mais nessa função de 'bombadeira'. Pode ser que existam outras no estado, não posso afirmar que seja só ela, mas de pessoas que receberam o produto aqui na cidade, até o momento só essas duas", destaca a delegada.
A suspeita deve responder pelos crimes de homicídio doloso, pois assumiu o risco de matar e exercício ilegal da medicina. Os crimes podem levar a uma condenação de até 20 anos de prisão.

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