Com previsão de ouvir 28 testemunhas, além dos quatro réus, a 1ª Vara da Comarca de Três Passos estima que a sessão do Tribunal do Júri referente ao Caso Bernardo dure mais de cinco dias.Leando Boldrini, pai da criança; a madrasta Graciele Ugulini, 40 anos; a amiga dela, Edelvânia Wirganovicz, 44; e o irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz, 35, são acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
A manifestação ocorreu em nota de expediente publicada nesta quinta-feira (29). No entanto, ainda não há data prevista para o julgamento, que vai ocorrer em Três Passos, onde o crime ocorreu em abril de 2014.
A nota ainda cita um pedido da defesa de Leandro Boldrini para que as testemunhas permaneçam incomunicáveis desde o início da sessão até o término dos depoimentos. Nesse caso, as testemunhas não poderão acessar nenhum celular, internet, meios e comunicação e, até mesmo, manter contato com outras pessoas no período.
Caso seja mantida essa decisão, o Poder Judiciário deverá arcar com gastos como alimentação e transporte das testemunhas, bem como diárias em hotéis acompanhados de oficiais de Justiça para garantir a incomunicabilidade de todos.
Devido aos altos custos, a Justiça pediu para a defesa de Boldrini se manifestar em até 48 horas se ainda tem interesse na incomunicabilidade das testemunhas.