17/11/2023 às 10h03min - Atualizada em 17/11/2023 às 10h03min

Setor produtivo gaúcho reage contra proposta de aumento de impostos

GZH
Gabriel Jacobsen / Agência RBS
Conhecidas pela atividade intensa em pautas econômicas que envolvem o país e o Estado, as entidades produtivas gaúchas não demoraram a manifestar contrariedade ao projeto do governo do RS que visa a elevação da alíquota do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS). A meta do Palácio Piratini é aumentar a base dos atuais 17% para 19,5%.

Na prática, significaria produzir acréscimo, em cascata, de 2,5 pontos percentuais no custo de todos os produtos e serviços do Rio Grande do Sul, com efeitos que vão desde pressões sobre a inflação, ampliação de dificuldades setoriais e até a diminuição do poder de consumo da população. Ainda que se trate de movimento generalizado — já ocorrido em outras 17 unidades da federação com a meta de evitar perdas de arrecadação nos próximos anos —, no setor produtivo, vale a máxima: “Se há aumento de impostos, somos contra”.

É o que afirma a Fecomércio, por exemplo. A entidade diz que aguardará a integra do projeto para se manifestar, mas que não apoiará qualquer que seja a tentativa de ampliar tributos. O presidente em exercício da federação, Joel Dadda, também destaca que a receita tributária no RS teve ganhos superiores à inflação, enquanto medidas de aumento permanente de despesas foram adotadas e a “conta de tais medidas não pode ser repassada à sociedade gaúcha”.

Da mesma forma, em nota, o presidente em exercício da Fiergs, Arildo Bennech Oliveira, exaltou que a o projeto “compromete a competitividade” da indústria gaúcha, que tende a “sofrer caso a elevação se concretize”. Ele também chama a atenção para os reflexos sobre a inflação estadual. Segundo Oliveira, o momento atual já é permeado de dificuldades setoriais. Até setembro, a produção aúcha registra queda de 5,1%, o que resultou, lembra o dirigente, no fechamento de 7,5 mil empregos formais nas fábricas em 12 meses.
Além disso, o presidente em exercício da Fiergs salienta que o "custo RS", ou seja, o valor adicional de produção em relação a outros Estados, “vai crescer atingindo negativamente a economia como um todo”. E, por fim, antecipa que uma reunião será realizada para ouvir os Sindicatos Industriais na próxima terça-feira (21), quando o assunto será debatido.

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