27/06/2023 às 10h13min - Atualizada em 27/06/2023 às 10h13min

Taxa de subutilização da força de trabalho atinge menor patamar para um primeiro trimestre no RS

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A taxa composta de subutilização da força de trabalho é obtida pela taxa de desemprego ou desocupação, tradicional indicador estatístico, somada à subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e à força de trabalho potencial. O indicador ajuda a fornecer uma perspectiva mais ampla sobre o mercado de trabalho em relação à oferta e demanda e à situação econômica do Estado. Entre janeiro e março de 2023, no Brasil, a taxa era de 18,9%. 

Esse e outros dados relativos ao Rio Grande do Sul estão contemplados no Boletim de Trabalho divulgado nesta terça-feira (27/6), publicação do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). O documento foi elaborado pelos pesquisadores Guilherme Xavier Sobrinho e Raul Bastos, a partir de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Empregadores (Caged).  

Aspectos básicos do mercado de trabalho

Estabilidade e alinhamento com os números do país marcaram os indicadores do primeiro trimestre no mercado de trabalho. A taxa de desemprego ou desocupação foi de 5,4% no Rio Grande do Sul, o que representa uma alta em relação ao quarto trimestre de 2022 (4,6%) e uma queda em comparação ao mesmo período do ano anterior (7,5%).

A Taxa de Participação na Força de Trabalho (TPFT), indicador da porcentagem de pessoas em idade de trabalhar (14 anos ou mais) que estão empregadas ou em busca de trabalho, chegou a 65,9% entre janeiro e março deste ano, enquanto, no primeiro trimestre de 2022, estava em 65,0%. O Nível de Ocupação, percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar, foi de 62,3% no Rio Grande do Sul – número superior aos 60,2% do mesmo período de 2022 e ao registrado no país (56,1%). 

A Taxa de Informalidade no Estado, no primeiro trimestre, ficou em 32,0%, contra 39,0% do registrado no país. O rendimento médio real dos ocupados no mercado de trabalho no Rio Grande do Sul ficou em R$ 3.167, enquanto no mesmo período do ano anterior estava em R$ 2.988. 

Mercado formal

Os dados referentes ao período entre abril de 2022 e abril de 2023 mostram que o mercado formal de trabalho gaúcho registrou uma expansão de 3,5%, o que resultou em 91 mil novos vínculos de trabalho. Entre os cinco principais ramos de atividades, o destaque foi para a expansão registrada no setor de Serviços (4,1%) e Construção (4,0%). A indústria obteve a alta mais tímida (2,2%).

O saldo de 91 mil vínculos de trabalho foi distribuído de forma paritária entre os sexos (50,1% para homens e 49,9% para mulheres), e os jovens com até 25 anos concentraram 92,4% do total das vagas geradas. Em termos de escolaridade, 70,2% das pessoas tinham Ensino Médio completo. 

Em relação à divisão do Estado nas nove Regiões Funcionais (RFs) para fins de planejamento, a RF 5, da região de Pelotas e Rio Grande, obteve a melhor variação percentual no período de 12 meses (abril/2022 a abril/2023), com alta de 5,6% no número de vínculos. Já a RF 3, da Serra, registrou a variação mais baixa (+2,8%), puxada pelo desempenho do segmento industrial.

O salário médio de admissão no Estado, em abril de 2023, chegou a R$ 2.004,9, um crescimento de 1,8% em comparação com o mesmo mês do ano passado. 

Boletim de Trabalho do RS

Produzido pelo DEE, vinculado à Subsecretaria de Planejamento da SPGG, o Boletim de Trabalho do Rio Grande do Sul oferece, trimestralmente, análises sobre o mercado de trabalho no Rio Grande do Sul. A cada edição, aprofunda-se algum aspecto referente à força de trabalho e à ocupação, em dimensões como o perfil demográfico dos trabalhadores, as diferentes formas de inserção no mercado e os rendimentos.

Apresentação da Seção 1 e da Seção 2 do Boletim

Vídeo dos pesquisadores sobre o Boletim de Trabalho do RS

Texto: Vagner Benites/Ascom SPGG
Edição: Secom


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