26/09/2020 às 10h53min - Atualizada em 26/09/2020 às 10h53min

Dia 27 de setembro: Dia Nacional da Doação de Órgãos

Estagiária Daiana Fernanda Hilgemann
No dia 27 de setembro, celebra-se o dia nacional da doação de órgãos. Essa data ficou instituída pela Lei n° 11.584/2.007 que vem enfatizar a importância de se doar órgãos. A principal demanda é a conscientização, e dar incentivos para que o assunto seja tratado com naturalidade, e que as famílias conversem entre si, e deixem claro quem teria intenção de fazer uma doação num futuro. Pois quem vem a fazer a autorização sobre o que será doado, são os familiares do dono dos órgãos que não terá mais condição de vida.

O assunto sempre foi palco de polêmica, e muitas vezes de difícil entendimento para quem não tem conhecimento do assunto. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificou três principais motivos para que haja uma recusa de familiares em liberar possíveis doações; incompreensão da morte encefálica, falta de preparo da equipe para fazer a comunicação sobre a morte e religião. Fatores que afetam todo o mundo.

No Brasil, há cerca de 34 mil pessoas esperando por um órgão. As doações podem ser feitas de doadores vivos, no caso de órgãos como rim, parte de fígado, parte da medula e parte dos pulmões. Para isso se avalia histórico clínico e doenças prévias, além de ser necessário a compatibilidade sanguínea, esse tipo de doação é feita geralmente quando há algum grau de parentesco e um paciente com problemas nos órgãos citados acima.

E há também as doações de não vivos, onde podem ser aproveitados órgãos como; rins, coração, pulmão, pâncreas, fígado e intestino, além de tecidos como; córneas, válvulas, ossos, músculos, tendões, pele, veias e artérias. Para essa doação quando há a disponibilidade de alguns dos órgãos citados acima, seleciona-se os pacientes que receberão de acordo com uma lista de espera, onde o grau de enfermidades define ela. Sendo coletados os órgãos de pacientes sem vida, assistidos em UTI com morte encefálica, que é a falta de irrigação sanguínea no cérebro, que de forma irreversível a pessoa não responderá a nenhum estímulo.

Neste ano de 2020, comparado ao ano passado em um período de janeiro a julho, foram realizados 9.952 transplantes, diminuindo em 8,4%, onde 2019 já tinha sido feito no mesmo período 15.827 procedimentos.

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