28/04/2020 às 20h57min - Atualizada em 28/04/2020 às 20h57min

Brasil tem novo recorde de mortes em 24 horas, e número total supera o da China

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Com 474 mortes confirmadas nas últimas 24 horas, o Brasil chegou ao total de 5.017 e ultrapassou, nesta terça-feira (28), o número registrado de óbitos por covid-19 na China. Segundo as estatísticas oficiais, reproduzidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS),  4.643 pessoas foram mortas pelo coronavírus no país asiático, que foi o primeiro epicentro mundial da pandemia. Também é o maior número de óbitos confirmados em um só dia pelo Ministério da Saúde — o recorde anterior foi de 407, no dia 23 de abril.
O boletim diário do Ministério da Saúde aponta 71.886 infectados, sendo 5.385 casos novos nas últimas 24 horas. A taxa de letalidade é de 7%.
A divulgação, que normalmente acontece entre as 16h e as 17h, atrasou devido a uma pane na rede e nos sistemas da pasta. A entrevista coletiva em que os ministros do governo atualizam as ações de combate à pandemia foi cancelada pelo Palácio do Planalto.
O Ministério da Saúde também divulgou que 34.325 casos estão em acompanhamento e 32.544 pessoas estão recuperadas do coronavírus, um total de 45% dos infectados até agora.
Os primeiros casos confirmados do novo coronavírus foram registrados em Wuhan, na China, em dezembro de 2019. Já no início da pandemia o país determinou uma quarentena sem precedentes nas cidades afetadas. O isolamento, ao que tudo indica, levou a diminuição do número de novos casos confirmados por dia e culminou no relaxamento da quarentena no fim de março.
O recorde de mortes por coronavírus em 24 horas registradas na China aconteceu em 17 de fevereiro, após o país asiático adotar uma nova metodologia para confirmação de casos e vítimas.
A velocidade com que o vírus se alastra e causa mortes no Brasil é similar à observada na China. Ambos os países levaram cerca de dois meses para atingir os primeiros mil mortos após o registro do primeiro caso.
Os dados sobre mortes nos dois países desde o surgimento do vírus indicam que o Brasil ultrapassou a China devido à queda no número de novas mortes do país asiático. No intervalo de 18 dias, entre 29 de março e 16 de abril, a China registrou 42 mortes novas mortes. No mesmo período, O Brasil registrou 1.788.
 
Assim como na China, é possível que no Brasil haja subnotificação do número de pessoas infectadas e de mortes causadas pela Covid-19.
Em São Paulo, por exemplo, os cemitérios públicos têm recebido por dia entre 30 a 40 corpos de pessoas que morreram com suspeita de estarem contaminadas pelo novo coronavírus.
Por causa do atraso nos resultados dos testes laboratoriais que confirmariam a infecção, a maior parte desses óbitos não entrou nas estatísticas oficiais do Ministério da Saúde.
No início de abril, alguns estados e municípios brasileiros relataram uma média de 1 caso de coronavírus para cada 30 suspeitos. A falta de kits e a inexistência de uma portaria que detalhasse quais casos deveriam ser contabilizados como confirmados ou suspeitos foi apontada como sendo a possível causa para a subnotificação.
Após uma resposta inicial turbulenta, com direito a censura em redes sociais e restrição de informações, a China zerou pela primeira vez, em 18 de março, a transmissão local do Sars-CoV-2. Com os resultados positivos oriundos do isolamentos social, o país começou a ensaiar ainda em março o relaxamento da quarentena. No dia 28 daquele mês, o metrô voltou a funcionar junto com outros serviços de trem em Hubei.
Enquanto isso, no Brasil, os primeiros casos confirmados de transmissão sustentada eram anunciados pelas autoridades sanitárias do estado de São Paulo, onde a quarentena que estava prevista para chegar ao fim em 22 de abril foi prorrogada para 10 de maio.

Até o momento, os EUA registram o maior impacto do coronavírus no mundo. O país atingiu nesta terça 1 milhão de casos confirmados de Covid-19, marca inédita entre os 185 países impactados pela pandemia. O patamar alarmante foi atingido 12 dias depois que o presidente Donald Trump anunciou um plano para a reabertura econômica dos estados americanos.

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