11/01/2020 às 01h34min - Atualizada em 11/01/2020 às 01h34min

Sobe para 28 número de cidades que decretaram emergência por conta da estiagem no RS

Maior parte dos municípios afetados fica na Costa Doce ou no Vale do Rio Pardo

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou, na tarde de hoje, que subiu para 28 o número de cidades afetadas pela estiagem. Doze entraram para a relação, de ontem para hoje: Mato Leitão, Agudo, Canguçu, Cerro Branco, Gramado Xavier, Cerro Grande do Sul, Dom Feliciano, Rio Pardo, São Gabriel, Sertão Santana, Sobradinho e Vale Verde. Em contrapartida, cinco municípios que, inicialmente, relataram problemas saíram da lista encaminhada pela Defesa Civil. Outras sete cidades se mantém no meio do caminho, registrando danos, mas sem o decreto oficial.

A maior parte dos municípios afetados fica na Costa Doce ou no Vale do Rio Pardo. O governo, que ainda não homologou os pedidos, ressalta que os registros de emergência devem se dar por falta de água para consumo humano e prejuízos a pequenos agricultores, que tiveram a subsistência ameaçada. Uma vez decretada a situação de emergência, o prazo é de 20 dias para a cidade concluir o processo com o envio da documentação.

Perdas no campo

Os agricultores, entretanto, já vem apresentando perdas. De acordo com a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), até este momento, as quebras nas lavouras de soja vêm sendo estimadas em 13%, enquanto no milho o índice chega a 33%. No milho, a redução pode ser de cerca de 1,879 milhão de toneladas, enquanto na soja o valor chega a aproximadamente 2,490 milhões.

Além disso, a estiagem também deve impactar a produção gaúcha de leite. Na avaliação da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), com a seca afetando o milho, as folhagens sem o grão ou com péssima qualidade comprometem a alimentação bovina. A entidade já vem recebendo a manifestação de produtores de leite sobre o tema.

Decretaram emergência, mas ainda não tiveram o pedido homologado

Agudo (Região Central)
Amaral Ferrador (Costa Doce)
Barão do Triunfo (Região Carbonífera)
Boqueirão do Leão (Vale do Rio Pardo)
Camaquã (Costa Doce)
Canguçu (Costa Doce)
Cerro Branco (Região Centro-Serra)
Cerro Grande do Sul (Costa Doce)
Chuvisca (Costa Doce)
Cristal (Costa Doce)
Dom Feliciano (Costa Doce)
Encruzilhada do Sul (Vale do Rio Pardo)
Gramado Xavier (Serra do Botucaraí)
Mariana Pimentel (Costa Doce)
Mato Leitão (Vale do Rio Pardo)
Pantano Grande (Vale do Rio Pardo)
Passo do Sobrado (Vale do Rio Pardo)
Ponte Preta (Alto Uruguai)
Progresso (Vale do Taquari)
Rio Pardo (Vale do Rio Pardo)
Santa Cruz do Sul (Vale do Rio Pardo)
São Gabriel (Fronteira Oeste)
Sertão Santana (Costa Doce)
Sinimbu (Vale do Rio Pardo)
Sobradino (Região Centro-Serra)
Vale do Sol (Vale do Rio Pardo)
Vale Verde (Vale do Rio Pardo)
Venâncio Aires (Vale do Rio Pardo)

Sem decreto e sem registro, mas com notícias de danos

Arroio do Meio (Vale do Taquari)
Fontoura Xavier (Região do Alto da Serra do Botucaraí)
Maquiné (Litoral Norte)
Montauri (Encosta Nordeste)
Santo Antônio do Palma (Planalto)
Segredo (Região Centro-Serra)
Vera Cruz (Vale do Rio Pardo)

Deixaram a lista

Casca (Planalto)
Faxinal do Soturno (Região Central)
Minas do Leão (Região Carbonífera)
São Domingos do Sul (Planalto)
Toropi (Região Central)


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