Com disputa ampliada e votação popular, Miss Universe Brasil 2026 define vencedora neste sábado
Miss Universe Brasil / Divulgação / Arte GZH
A poucos dias da coroação da nova Miss Universe Brasil, as 32 candidatas entram na reta decisiva da preparação. Depois de 10 dias de confinamento no Paraná, elas embarcam nesta quarta-feira (22) para São Paulo (SP), onde cumprem a agenda final de ensaios e etapas pré-eliminatórias que antecedem a 72ª edição do concurso neste sábado (25), às 22h30min.
Neste ano, o número de candidatas é maior porque, pela primeira vez, o concurso terá as Misses Rotas Turísticas. A iniciativa foi criada para ampliar a representatividade e chamar atenção para as regiões brasileiras.
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Com isso, alguns Estados passam a ter mais de uma representante. Os gaúchos contarão com duas candidatas: a Miss Rio Grande do Sul, Júlia Guerra, e a Miss Vale dos Vinhedos, Giovanna Togni.
— São poucas rotas ainda porque esse é o primeiro ano, mas queremos ter muito mais mulheres nesse palco. O Brasil é um país grande, com muitos Estados, muita diversidade e belezas surreais. As rotas entram aí, para mostrar isso. A vontade é que, no futuro, tenhamos duas meninas de cada Estado — afirma a diretora estratégica do Miss Universe Brasil, Natália Guimarães.
As misses se encontraram pela primeira vez em abril, em um breve período de imersão com aulas e palestras. Desde o dia 13 de julho, estão confinadas, com o objetivo de ensaiar para o espetáculo da final, fazer sessões de fotos, encontrar os patrocinadores e serem avaliadas constantemente pelos jurados.
Além disso, segundo Natália, algumas decisões já são tomadas durante esse período, para garantir mais dinamismo para o espetáculo ao vivo:
— Temos as preliminares de biquíni, de gala e parte das entrevistas. Todas as 32 candidatas participam e desfilam no show, mas lá será anunciado um Top 12, que vai ser definido durante o confinamento. A partir daí, o Top 6 é decidido ao vivo. É claro que tudo que elas fazem até o dia do espetáculo conta muitos pontos com os jurados, que ficam de olho nelas e nas redes sociais delas.
Além da beleza, os jurados avaliam características como autoconfiança, comunicação, autenticidade e presença de palco. As candidatas também são observadas no ambiente online porque a organização considera essencial que a futura Miss Universe Brasil saiba produzir conteúdo digital e se comunicar com o público. Conforme Natália, a vencedora precisa estar conectada com pessoas do mundo todo.
Das seis finalistas, cinco serão escolhidas pelos jurados com base nas avaliações realizadas ao longo da competição e durante a final. A sexta vaga será definida por votação popular, que já está aberta na internet. A candidata mais votada garante presença no Top 6, em uma iniciativa que busca reconhecer a mobilização das torcidas e a conexão das participantes com o público. A escolha pode ser feita neste site.
Banhada a ouro branco, a coroa da vencedora reúne 17 quilates de citrino natural dourado, pérolas e cristais de zircônia, a coroa que a escolhida receberá foi batizada de Yby Marã – Terra Sagrada. A joia foi criada para representar o Brasil a partir de elementos que traduzem sua identidade, diversidade, riquezas naturais e a história de cada região.
Retorno à TV aberta
Com cerca de duas horas de duração, a transmissão ao vivo no sábado exibirá vídeos gravados durante o período de preparação das candidatas, além de desfiles de biquíni e de gala. Ao longo do programa, também serão anunciadas premiações especiais.
Na reta final, as seis finalistas voltam à passarela em traje de gala e respondem às perguntas decisivas dos jurados antes da escolha da vencedora.
Nos últimos anos, o Miss Universe Brasil deixou de ser transmitido pela TV aberta — onde passou por emissoras como Band e SBT — e teve suas edições exibidas principalmente por plataformas digitais e serviços de streaming. Em 2026, porém, o concurso volta à televisão aberta em uma parceria com a Record.
— Nós nos inspiramos no próprio Miss Universo para esse espetáculo e estamos cuidando tudo nos mínimos detalhes, com muito carinho. Vai ser um programa delicioso de assistir que vai voltar a fazer parte da programação anual dos brasileiros, que sempre gostaram de acompanhar e assistir — projeta Natália.
O missólogo Evandro Hazzy lembra que, por muitos anos, a televisão foi a principal vitrine do concurso e o meio pelo qual o público conhecia e acompanhava a trajetória das candidatas. Para ele, é impossível separar o espetáculo das redes sociais nessa nova era digital:
— Nós, amantes desse universo, ficamos muito felizes de saber que está voltando a ser divulgado em uma emissora de televisão aberta. Mas a divulgação na internet é muito importante porque as pessoas conseguem conferir tudo pelo celular com facilidade.