31/01/2017 às 09h37min - Atualizada em 31/01/2017 às 09h37min

Novo ranking derruba Três Passos para a 6ª colocação em produção suína

FOTOS: Produção Suína, Produção Suína 1. Arquivos do Jornal Atos e Fatos.
A carne suína é a proteína animal mais produzida e consumida do mundo. O Brasil vem expandindo, nos últimos anos, seu consumo interno. Nos próximos 10 anos, a expectativa é de que tanto a produção quanto o consumo e a exportação cresçam em torno de 21%, conforme informações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. A produção brasileira de suínos em 2015 foi de 3,5 milhões de toneladas. Deste montante, 85% foram para uso interno, enquanto os outros 15%, para exportações. Os maiores produtores no Brasil são os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo e Goiás.
Já nos quatro primeiros meses de 2016, houve um incremento nas exportações brasileiras de carne suína, com vendas de US$ 113 milhões, aumento de 3,1% em relação ao mesmo período de 2015. O câmbio mais favorável e a habilitação à exportação de novas plantas frigoríficas nacionais foram fatores decisivos para o resultado obtido. O Brasil possui hoje 12 frigoríficos de carne suína aptos para à exportação somente para a China, pois a produção chinesa sofreu uma queda drástica em decorrência de questões relacionadas à legislação ambiental, aumentando, assim, a dependência de importação para garantir o abastecimento doméstico.
Em 2016, foram abatidos mais de 9 milhões e 300 mil suínos no Rio Grande do Sul. No último ano, Três Passos caiu de quarto para o sexto maior produtor de suíno para abate, com 163.432 animais. Elemar Hein, presidente da ASSUIPASSOS comentou que não foi de extrema negativa a queda para a sexta posição, tendo em vista de que o ano de 2016 foi marcado por poucos investimentos neste segmento aqui na região, e projeta uma melhora modesta para 2017. “Nós tivemos avanços, mas a diferença foi que as outras regiões, principalmente Palmitinho, investiu muito pesado”, disse. Quem assumiu a liderança foi Palmitinho, com 211.379, seguido de Rodeio Bonito, Nova Candelária, Rondinha, Boa Vista do Buricá, Três Passos, Capitão, Casca, Camargo e Santo Cristo.
Já 2017 inicia com perspectivas animadoras para a suinocultura brasileira. Se o ano anterior foi marcado por instabilidades política e econômica e pela quebra na produção de milho, inserindo o setor em um cenário de alta nos custos de produção e de prejuízos na atividade, o novo ano traz a redução das cotações de grãos e a recuperação do consumo de carnes no Brasil, mas apresenta novos desafios, como o aumento da competitividade da carne bovina e mudanças no cenário de exportação. O mercado de suínos de 2017 será definido a partir dos custos de produção e do preço do suíno vivo. O preço do milho, grande vilão no ano anterior, sofrerá pressão por uma safra estimada em aproximadamente 84 milhões de toneladas.
MERCADO EXTERNO
Sob a ótica do preço, o País precisa manter ou ampliar o volume de carne suína exportado em 2016, o que contribuirá para reduzir a disponibilidade interna e aumentar o preço pago ao produtor. Um dos grandes importadores da carne suína brasileira, a China registrou aumento superior a 1500% nas importações do produto em 2016 e deve estabilizar suas comprar este ano em patamares considerados altos.
Por outro lado, o mercado externo está abrindo novos caminhos. Em janeiro deste ano, o governo recebeu o anúncio de que a África do Sul reabrirá as portas para a exportação brasileira de carne suína. O mercado foi fechado ao produto em 2005 devido ao foco de febre aftosa detectado no Brasil. A reabertura oferecerá novas oportunidades aos exportadores e aumentará o leque de destinos da carne.
MERCADO INTERNO
O mercado doméstico, responsável historicamente por consumir entre 80 a 85% da produção nacional, tem grande potencial para aumento da demanda e consequente aquecimento da comercialização de suínos. As indústrias de aves e suínos provavelmente enfrentarão uma maior concorrência no mercado doméstico, após dois anos sendo beneficiadas pelos altos preços da carne bovina. Em contrapartida, o aumento do consumo entre os brasileiros é previsto em 2017, representando uma recuperação significativa para a cadeia de carnes no Brasil.

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